UN-ARTIST FATE
2011

O fluxo artístico é um circuito (uma estrada) que liga dois pólos no mundo da arte: o artista e o seu público.
Existem basicamente dois tipos de circuitos artísticos: o circuito comercial e o circuito não comercial. No primeiro caso temos o circuito das galerias, o circuito dos leilões de arte e o circuito das feiras. No segundo caso temos o circuito dos festivais, das bienais e dos museus e centros de arte. O primeiro tipo de circuitos atraem um tipo especializado de público; ou seja é voltado para o mercado (galeristas e coleccionadores), o segundo é voltado para um público mais abrangente não especializado.

Existe assim um fluxo comercial entre galerias, leilões e feiras de arte; um fluxo não comercial, entre festivais e bienais e um fluxo off, alternativo, protagonizado pelos próprios artistas em oposição / complemento ao dos críticos / comissários / directores de museus, que traduzem um circuito não oficial, mas não menos importante.





O circuito artístico está minado pelo mercado, que transforma o objecto artístico em valor comercial, denegrindo / ocultando o seu valor simbólico.
As cotações dos artistas são feitas a partir do resultado de vendas em galerias / leilões e feiras e não do valor artístico / simbólico da sua obra. Quanto mais cotado for o artista, quanto mais caro vender a sua obra, mais importante socialmente se torna.
Tudo isto interfere com o resto; ou seja o circuito comercial domina o simbólico, acabando por o próprio circuito não comercial ir a reboque do comercial.

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