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COLLECTION ART STORY
(GUIAS DA COLECÇÃO)
Fotografia (1997-2008)

MANIPULAÇÕES

A manipulação em fotografia é tão velha como a própria fotografia.
Através dela constroe-se uma realidade que não existia anteriormente.
Toda a fotomontagem e toda a fotocolage implica um certo tipo de manipulação: manipular significa mudar com as mãos, alterar o significado inicial para se chegar a um outro.
Práticamente tudo começa em Duchamp. Ao pintar uns bigodes numa reprodução da Gioconda, Duchamp abriu caminho para a manipulação directa das imagens.
Esta manipulação pode ter vários graus de intervenção: pode passar pela simples inserção de um pequeno elemento numa imagem (por exemplo um rectângulo) até ao completo "apagamento" do original.
Na colecção, existem exemplos das duas balizas: à intervenção quase insignificante, chamámos desvio. À intervenção mais complexa recriações, pois o nível de intervenção é tão profundo que os vestígios da imagem inicial se perderam completamente. Exemplos sugestivos destes dois tipos de intervenções são "Landescape" de 2005 e a série "Unknown Artist". No primeiro caso o ponto de partida é juntar um nú com uma paisagem. O resultado elimina substancialmente quer a noção de nú (que aparece na

apenas sugerido) quer a noção de paisagem (decifram-se nos extremos alguns sinais de montanhas, algumas nuvens, um lago?). Este nú / paisagem, ou paisagem como nú (ou vice versa) assume-se aqui como uma imagem única, afastada da ideia de série que acompanha as imagens de "desvios". Neste último grupo, as imagens agrupam-se em séries e têm de ser apreciadas em função desse grupo. Isolada, a imagem fica como que fragilizada, necessitando das outras para ganhar consistência. É o caso de "Projectos Brancos", "Vultos Brancos" e "Unknown Artist".


Landscape, 2005


S/ título, 2007
(da Série Unknown Artist)

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