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ART SUR-FACES
27 Abril - 31 julho 2013

No meio digital existem essencialmente duas formas de encarar a criação artística: a primeira (mais difundida) assemelha-se à produção fotográfica e videográfica; ou seja, encara o digital mais como um processo que como um produto ou finalidade. Para os artistas que se identificam com este tipo de procedimento, encaram o equipamento informático como um mero instrumento de trabalho, cujo produto é sempre um objecto: um quadro impresso, uma fotografia, um CD ou DVD. Portanto, não encaram o meio digital como um fim mas como um meio através do qual produzem as suas obras. Desta forma, este tipo de artistas não são totalmente digitais. Circulam livremente entre dois mundos, o digital e o objectual, estando o primeiro ao serviço do outro. Exemplo disto são as primeiras manifestações da arte electrónica, que, por exemplo, no caso de Nam June Paik, conjugava os procedimentos electrónicos com os próprios equipamentos: ou seja, os vídeos de Paik não surgiam separados dos equipamentos em que eram apresentados. Estes faziam parte integrante da obra. De certa maneira poderíamos dizer que o vídeo dava consistência à apresentação do aparelho (neste caso televisivo). Ou seria ao contrário?




Um outro tipo de artista é aquele que se move totalmente no meio digital. São os artistas que produzem exclusivamente o seu trabalho para e através de meios digitais.

O UAVM e o FESTIVAL FONLAD resolveram na sua 4ª colaboração apresentar uma exposição simultâneamente virtual e física: virtual, pois todas as obras serão apresentadas em suporte digital no espaço do Museu Virtual; física, porque essas mesmas obras são reinterpretadas pelos próprios artistas (em parceria com o comissário do Festival e do Museu) e apresentadas em suporte físico, conferindo-lhe uma nova dimensão.

Entrar (em inglês)



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