BYTE SCRAPERS
3 Out. 09 - 26 Dez. 09

O ciberespaço. Uma alucinação consensual, vivida diariamente por biliões de operadores legítimos, em todas as nações, por crianças a quem se estão a ensinar conceitos matemáticos. Uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não espaço da mente; nebulosas e constelações de dados. Como luzes de cidades...
William Gibson in Neuromancer (1984)

O ciberespaço enquanto dimensão é um mundo habitado por corpos imateriais digitais constituídos por «células» com o formato matricial de hipertexto, podendo funcionar com a organicidade de um sistema inteligente que se readapta permanentemente em função dos elementos que lhe são fornecidos. A liquidez arquitectural associada à solvência da presença matérica do edifício projecta-nos nas plataformas de teias de redes digitais que simulam a arquitectura das redes neuronais humanas através de nódulos e ligações, armazenando nesses nódulos «cidades digitais», com mapeamento próprio interligando à velocidade da luz gigabytes de informação. Esses «fragmentos» podem conter bytes em forma de catedrais, cidades nunca vistas, registos topográficos da superfície de planetas distantes, revisitações de espaços sagrados desaparecidos e visitados por cibernautas planeando percursos em forma de autênticas expedições a oceanos de complexidade...
Hugo Ferrão in Ciberespaço e a Arquitectura dos «não lugares» habitados por «homens sem qualidades»




Byte Scrapers. Arranha Céus Digitais

Falar do digital é falar invariavelmente em «espaço digital», dos sistemas e das formas que o constituem, que se edificam em redes dando-lhe vida própria. Será a internet e todo o conjunto das suas redes um enorme universo de constelações, verdadeiros mundos com continentes, oceanos, cidades e arranha céus? De que forma os artistas vêm estes mundos? Como um simples emaranhado de fios e cabos que ligam fisicamente os computadores por terra e ar, ou um conjunto de auto-estradas em que veículos circulam à velocidade da luz transportando pacotes de informação? E o que existe nos pólos destas estradas? Simples estações de emissão / recepção ou imensas cidades habitadas por seres virtuais?

Eis o desafio proposto pelo UAVM Museum: representar o mundo oculto da própria internet que se estende numa rede interminável pelo mundo fora a uma velocidade imparável. Inscrições até 19 de Setembro.

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